O MUNDO É EMO
 

[CAROL - vida e obra]

Textos soltos para quem não tem nada melhor para ler.

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26.7.06
Todos amam o Super-Homem

Eu nunca acreditei no amor de Louis Lane pelo homem de aço. Dizer que ama um super-homem é muito fácil e muito comum. Vide as enlouquecidas adolescentes que a cada geração elegem novos ídolos para amar. Atores de cinema, novela, modelos e astros da música. Seres inatingíveis e perfeitos. Capas de caderno, posteres e matérias de revista. Amor platônico esse, se é que dá para chamar de amor. São seres perfeitos que possuem mais militantes e simpatizantes que qualquer partido ou seita.

Todos amam ( ou odeiam ) o super-homem. Mas o tímido e simpático Clark Kent não causa nenhum tipo de emoção popular. Não é a toa que ninguém nota a falta dele quando seu alter-ego super poderoso aparece. Até mesmo sua dupla e colega de trabalho, Louis, é indiferente à sua presença. É do super-homem que ela gosta e ama.

Mas afinal, super-homem e Clark não são a mesma pessoa? Fisicamente pode até ser, mas para o mundo, e pela forma como se apresentam para ele, são duas pessoas distintas.

E afinal de contas, o que tudo isso importa? Talvez o mundo esteja vislumbrEdo com a imagem de seres carismaticos e super poderosos e nós, no meio desse culto a imagem, não notamos a presença de Clark ao nosso lado, fazendo coisas que jamais imaginariamos por trás de uma armação de óculos preta.
Postado por Carol Antunes  -   8 Comentário(s)

25.7.06
Listas de Presentes II

Meu aniversário está chegando, e com ele, espectativas e listas de presentes ( que pretensão!!! ). Antes de fazer meus pedidos achei mais prudente rever a lista do ano passado e fazer um pequeno levantamento do que foi e o que não foi realizado ( os iténs riscados foram realizados ou cortados da antiga lista ) :


* Piano
[ Acabo de adquirir um lindo modelo Rosembaun :D ]

* Mp3 player
[ Salvador do caminho ao trabalho]

* Um mês de férias
[ Ah, não foi dessa vez, mas ano que vêem quem sabe... ]

* Durmir 10 horas por dia
[ Tenho dormido 8h e mesmo não bastando está bom.]

* Máquina de fliper
[ Taí uma pedida para esse ano ]

* Máquina do Tempo
[ Se eu a tivesse estaria programada sempre para viajar para a mesma data. ]

* Perdão
[Dar ou receber? Já não lembro mais...]

* Quarto arrumado
[ Taí uma novidade... ]

* Um par para dança
[ Tenho um amigo pé de valsa padrinho de formatura :) ]

* Roupas novas
[ Agora só falta malhar para caber nelas ]

* Um biquíne que servisse as duas peças
[ descobri um lugar que vende as peças separadas :D ]

* Uma crítica bem fundamentada (para melhorar)
[ Sempre ]

* Uma crítica sem fundamento algum (para discutir)
[ Ídem ao de cima ]

* Carro (e uma habilitação também..)
[ nem habilitação nem carro :( ]

* Corrente para guardar bicicleta
[ opa, na mesma loja dos biquines ]

* Capuccino Gelado
[ Preciso cortar calorias. ]

* Amanditas
[ Idém ao de cima ]

* Petit Gateau
[ Idém ao de cima ]

* Open Bar
[ Ordens médicas]

* Meu próprio Bar
[ Idém ao de cima ]

* Meu Próprio Bar MAN :P
[ Ai ai, esse o médico libera. ]

* Caixas de Sons
[ As minhas são de bom tamanho ]

* Fone de ouvido
[ Tenho 2 meia-boca. ]



* Alguém para ouvir
* Um Abraço bem apertado...
[ Mesmo tendo ganho esses dois últimos ítens ano passado acredito que eles jamais serão riscados da minha lista ... ]
Postado por Carol Antunes  -   3 Comentário(s)

17.7.06
ano I

Já faz um ano que aprendi a amar.
E o tempo passa como uma pontada.
Foi com quem eu aprendi grandes coisas, mais até do que pode ensinar uma fria madrugada.

Até hoje seu sorriso é em mim alavanca.
Lança, levanta e arranca.

E da distância brotam lamúrias.
Murmúros, prantos e injurias.

Já faz um ano que é primeiro e único.
E tudo quanto é qualidade lhe cabe.
E quem por ventura dizer que o ideal é ilusório, não conhece quem és de verdade.

Queria ser digna de tua vigilância.
A teus olhos honrar bom juízo.
Mas de despeito é minha ansia, de lembrança o meu abrigo.

Caso o acaso o trouxesse bem próximo de minhas palavras. Economizaria linhas e linhas apenas dizendo que ainda o amava.
Postado por Carol Antunes  -   3 Comentário(s)

13.7.06
Meias Palavras I

Um dia, voltando para casa, tive um estalo. No meio do caminho, andei sem rumo, até meus pés gritarem. Andei muito tempo no escuro, pensando em algo que pudesse fazer cessar minha dor. O destino não era mais importante que o caminho percorrido.

E foi no meio de ladeiras íngrimes que pude perceber uma solução muito simples.
Se meu tormento tinha nome, era homem. Se existia rumo, brotaria de um discursso.

Tais palavras, tantas vezes escritas, outras vezes faladas, estavam indo para a direção errada. Tamanha é a sede da fala, em busca de um único ouvido.

Foram inúmeras tentativas, algumas bem sucedidas, para um remetente incerto. Palavras, escritas em meio de uma lágrima, guardavam um significado único, para um único olhar.

Um dia, a coragem veio afim de executar sua idéia simples. E foi em um convite, despretencioso, que poe-se a falar - Preciso muito conversar.

E mesmo prometendo, jamais irá responder a esse apelo. Não tem tempo... ou não tem jeito.
Postado por Carol Antunes  -   3 Comentário(s)

10.7.06
Era uma vez no lago - parte IV

...

Apesar do positivismo, os últimos dias tinham sido uma enorme tortura. Uma dor que invadia seu ser e seus pensamentos. Uma obsessão pairava em seu coração. Tinha que vê-lo, de qualquer maneira e a qualquer custo. Acreditava que isso inquetaria sua aflição.

Naquele dia tinha sido dispensada mais cedo. Resolveu que era o momento ideal para encontra-lo. Tinha o último dia útel do ano como desculpa - Um desejo de Boas festas. Saiu pela tarde, andando pelas ruas rumo ao seu destino. Andava devagar, sentindo o vento bater em seu rosto.

Finalmente chegara ao cenário onde tudo se sucedeu. Ligou para ele, um tanto receosa. Ficou nervosa mas tentou não transparecer. Ele atendeu e marcaram de se encontrarem.

Como iria demorar um pouco, ela resolveu passear por ali mesmo. Passou em uma banca de jornal e começou a folhear algumas revistas. Uma delas lhe interessou e ela acabou comprando-a. No local combinado, abriu a revista - que tinha o formato de um livro - e começou a ler. Não demorou muito para terminar a leitura. Satisfeita com o que acabara de comprar, folheava novamente, revendo trechos que havia gostado mais.

Ele chega nesse momento e, ao contrário do que imaginou, não ficou nervosa. Sentaram-se então na mesma mesa, como dois bons amigos. Não comentaram sobre o ocorrido. Assuntos informais foram a pauta da conversa. Já havia escurecido e nuvens densas começam a plainar pelo céu. Era o prenúncio de uma chuva de verão.

Alegrava-se ela. Pensava que essa seria o ínicio de um relacionamento amistoso, mesmo não sendo tudo o que queria. Poderia fazer parte da vida dele, de uma maneira diferente mas não menos importante.

Já era tarde, hora de partir, de novo. A chuva estava mais fraca e os dois caminharam devagar até o ponto, extendendo o assunto. A pista expressa ao fundo compunha o cenário. Carros que passavam rápido, sem parar, daqueles que você mal repara o modelo e a cor. Carros, e consequentemente pessoas que os guiavam, passavam sem serem notados.

E lá vinha o ônibus, com a mesma pressa dos outros veículos. Ela deu o sinal e seguiu quase que instintivamente para um abraço apertado. Aquilo parecia despertar algo que permaneceu adormecido durante todo o encontro. Acordou um calor, um afeto, que fez com que aquele momento fosse quase eterno.

...
Postado por Carol Antunes  -   0 Comentário(s)

7.7.06
Pra não dizer que não falei de futebol...

Todos acreditavam nele. Acreditavam que ele levaria o país para cima, com muito orgulho. Onde ele aparecia era motivo de tumulto. Todos queriam chegar perto, abraçar, tirar fotos e é claro, dizer pessoalmente sua sugestão para melhorar nossa condição. A nação estava em festa, como se já gozasse os resultados. Nada o deteria - era o que todos pensavam.

Mas no decorrer do caminho as coisas não saíram como planejadas. Muito do que ele havia prometido não tinha se cumprido. Os olhos sonhadores de milhares de brasileiros acompanhavam tudo. Acompanhavam incrédulos. Não tinha poque falharmos, tinhamos tudo do que precisavamos. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores - já dizia Gonçalvez Dias.

Sim, ele fracassou. E muito pior do que simplesmente fracassar: ele fez feio. E o país inteiro ficou indignado. Todos foram as ruas, proclamar suas palavras de protesto. Não faltavam xingamentos e palavras que ofendessem a moral de quem antes era um herói. Os noticiários e jornais não falam de outra coisa. E entre choro e ranger de dentes, gestos e palavras de quem não se conforma com o ocorrido.

Apesar de tanta rejeição, ele vive uma vida tranqüila. Ganhou proporcionalmente o tamanho de sua responsabilidade e, mesmo falhando, pode usufruir de tudo, do bom e do melhor.

E No meio de tanto escandalo, pega seu jatinho com destino a Brasília, seu local de trabalho por mais quatro anos. Brasileiro tem memória curta mesmo...
Postado por Carol Antunes  -   4 Comentário(s)